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O
USO DA CRUZ COMO SÍMBOLO DE IGREJAS PROTESTANTES
Muitas religiões mundiais usam a
cruz em sua cultura, não obstante de forma física
diferenciada daquela geralmente aceita pelo cristianismo com a
Cruz de Jesus Cristo. Há algo que não temos como
negar - em qualquer parte do planeta quando alguém depara
com uma cruz, certamente a identifica com o cristianismo. A cruz
é o símbolo do cristianismo e, entre a Igreja Católica
Romana e a Protestante, a diferença está no fato
de a cruz utilizada pelos protestantes ser vazia - sem a figura
de um homem pregado nela, para demonstrar que o Senhor Jesus já
não está mais ali - Já ressuscitou, está
vivo para sempre.
Ao deparar com o Brasil, Portugal o faz de forma político/religiosa,
onde predominava-se a religião Católica trazida
pelos Jesuítas. Eram a descobertas de Deus e, assim, sempre
acompanhados por um padre da ordem dos jesuítas estabelecem
aqui uma colônia exclusivamente católica, e isto
por séculos.
Em 1819 iniciou-se a construção de um templo anglicano
no Rio de Janeiro, com aparência externa de residência
comum; e, em 1820 os cultos passaram a acontecer todos os domingos.
Reuniam-se ali estrangeiros de língua inglesa, funcionários
de embaixadas, comerciantes, marinheiros, viajantes de passagem
pela cidade. Era uma capela e não uma congregação
protestante como o é ainda hoje. Estava
proibido o uso de sinos para anunciar os ofícios, ou o
templo ter uma cruz externa ou torre, e por aí vão
as proibições da Igreja Católica.
Em 1823, Dom Pedro I, contrata imigrantes protestantes para o
desenvolvimento do Brasil colonial e, junto a estes, um pastor
para acompanhá-los. Seu salário era provido pelo
Governo Imperial. Esta primeira “colônia” protestante
do Brasil, chega em 1824 e, neste mesmo ano, a 3 de maio, realiza-se
o primeiro culto evangélico em Nova Friburgo.
Desde então novos grupos de protestantes se estabeleceram
em diversos pontos do império, estabelecendo congregações
evangélicas que se consolidaram no Rio Grande do Sul, onde
o primeiro culto é celebrado em 6 de novembro de 1824,
Santa Catarina, Paraná, Espírito Santo, Minas Gerais
e no Rio de Janeiro.
Em 1827, por iniciativa do cônsul da Prússia, organiza-se
igreja na corte, agrupando evangélicos e alemães,
por 10 anos reúnem-se em residências particulares.
Em 1837 alugam uma casa para culto. Autorizados pelo Imperador
Dom Pedro II, iniciaram a construção do templo em
1844, inaugurando-o em 27 de junho de 1845. Para essa construção
receberam donativos do Rei da Dinamarca; do Grão-Duque
de Badem; do príncipe Alberto, da Prússia e da Duquesa
de Orleans, esta da Igreja Romana. Na fachada, ostentava, como
ornamento, símbolos evidentes da finalidade religiosa;
uma bíblia ladeada de dois cálices.
Novamente não puderam construir a
torre com cruz ou instalar sinos, como pretendiam. O império
seguia a risca as ordens da Igreja. Era a Igreja do império.
Não havia conceito de que cruz era isto ou aquilo - era
colocada nos templos protestantes simplesmente por ser símbolo
cristão. Mas, aqui no Brasil esses primeiros protestantes
brasileiros foram proibidos de usar a cruz aqui em nossas terras.
Após um pequeno esboço histórico, podemos
compreender que ao longo do tempo os cristãos evangélicos
daqui do Brasil - é bom lembrar isto - os ‘crentes’
como eram denominados na época passam a ver a cruz de maneira
pejorativa e, alguns para defender sua ausência no ambiente
de culto até chegam a citar erroneamente Gálatas
3.13 e Deuteronômio 21.23, forçando o texto para
dizer o que ele não diz - sussurram baixinho entre si ..
“a cruz é maldita meus irmãos”.
O texto relata que não é a cruz que é maldita
mas, o que for pendurado nela. Jesus se tornou maldito em nosso
lugar e, na cruz, segundo o texto, Ele, despojou (arrancou do
domínio) os principados e potestades e triunfou sobre eles
na cruz.
Já há muito tempo em países onde o catolicismo
deixou de citar regras de governo, os cristãos de todos
os seguimentos trouxeram a cruz ‘vazia’ de volta.
As Igreja pentecostais em todos os países que tenho conhecimento
valem-se do privilégio de ter este símbolo em seus
templos e na sua arte. Nossas Igrejas, nos Estados Unidos, Uruguai,
México, Guianas, Nigéria e outros países
de sua extensão se servem do maior símbolo cristão
– A CRUZ.
Missionária Vera Araújo Rosa
Fonte: http://www.icpb.com.br
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